domingo, setembro 05, 2010

PRIMEIRO PASSO: RESERVAR A DATA NA IGREJA

Quando meu futuro marido me pediu em casamento, não pensei que ele disse “ vamos nos casar nesse ano”, confesso que pensei que eu teria um ano para planejar tudo e dividir as despesas em múltiplas parcelas de modo que estas não doessem tanto no bolso...

Ele como sempre me surpreende. Um dia ele me ligou e disse: “ amor, qual seria a Igreja que você queria se casar?” e eu , prontamente, lhe disse qual era! Então, ele disse que já havíamos perdido tempo demais e que junho de 2011 estava muito longe...Pediu-me que pesquisasse uma data em Dezembro e disse “ peça para o dia 30” e eu pela segunda vez, cometi uma gafe “romântica” em não ter desvendado a intenção dele- segunda porque a primeira eu cometi quando não sabia o nome dele depois de tê-lo beijado pela primeira vez, mas depois eu esclareço isso melhor!-que era fazer nosso casamento no dia em que nos conhecemos!

Mas, eu tenho um atenuante: depois de ter recebido a notícia de que nossos planos mudariam, qual noiva não fica em pânico e felicidade ao mesmo tempo em saber que viverá essa emoção no fim do ano?

Deixa, então eu explicar o porquê de minha aflição: a Igreja na qual eu vou me casar é uma das mais disputadas de Salvador: e sempre tem aquelas pessoas que colocam dificuldade em tudo...Quando revelei para alguns mais próximos que queria fazer a cerimônia lá, “algumas” me disseram “ vai ser muito difícil você conseguir uma data lá”...Comecei a sentir falta de ar, como as mocinhas dos filmes dos anos 50 e até o telefone do padre eu consegui para que eu pudesse com meu modesto poder de convencimento, implorar para ele abrir a Igreja nesse dia e celebrar meu casamento. Eu já estava com todo o discurso pronto: eu iria dizer que os convidados viriam da Itália, que só poderiam nessa data, que era importante para mim, o modo como tudo aconteceu como uma benção divina ( e foi realmente) e que eu precisava casar ali! Respirei profundamente, já que o ar me faltava e liguei para o padre, que estava...Aonde? Na Itália...

A senhora que me atendeu, pressentindo uma certa ansiosidade na minha voz ( acho que ela já está acostumada a lidar com essas pessoinhas tão neuróticas ) me perguntou se era só com ele e eu perguntei sobre a pessoa que organizava as datas e claro, era ela mesma.

Expliquei que queria me casar ali e queria ver se a data era disponível. Claro, que ela foi me advertindo, quase que como num discurso pronto de operadora de telemarketing que existiam muitas datas indisponíveis( para falar a verdade, todas as sextas e sábados até 2011 estavam com reservas)

A voz calma e suave de Dona...Nossa, esqueci o nome dela..Perguntou-me objetivamente qual seria essa data... E como alguns minutos viraram quase horas, enquanto ela folheava a agenda minuciosamente para saber se tinha disponibilidade! Ela me disse finalmente que como será uma quinta-feira, eu tenho a sorte de não encontrar ninguém que queira- na verdade, ninguém maluco o suficiente para casar no dia 30 de Dezembro, um dia antes do dia 31 quando a cidade está bombando em fogos de artificio e gente vestida de branco pra todo lado a comemorar o Ano Novo ou ainda, ninguém maluco para casar numa quinta, quando tem gente que ainda trabalha na sexta...Meu irmão, por exemplo, quase me esganou, mas me disse “ você é maluca”, eu merecia ouvir isso...

Maluca, realmente, porém apaixonadamente romântica.

Óbvio que eu desfiz a gafe, pedindo mil desculpas e me declarando para ele, dizendo que me emocionei com a escolha da data, afinal, quando meu romantismo falha, tem o dele que é providencial!

Então, ao comunicar que a data estava disponível, imediatamente o Sr. Smeraldi disse para marcar a data e então, passei uma ou duas noites sem dormir, perguntando a mim mesma se a Igreja era aquela ou não.

Decidida, fui no dia 12 de julho reservar a Igreja. Comecei a ter o que chamamos de tensão pré-casamento: começo a suar nas mãos, tenho borboletas no estômago, suspiro todo o tempo ( às vezes falta-me o ar), peguei um taxi do trabalho até o Comércio e ao avistar a Igreja, meu coração disparou a mais de mil...Entrei, pedi a benção, e fui reservar o grande dia.




Um comentário:

Paloma Dias disse...

Nossa, que aflição! Não vivi essa emoção, mas também não me arrependo, acho que no fim das contas, quando se ama, toda forma de celebrar essa união está certa! E que lindo que foram aqueles dias. O meu e o seu! rsrsrs